Soraya enfrentará debandada e resistência no PSB

investiga ms wendell Reis


A senadora Soraya Thronicke não encontrará vida fácil na troca do Podemos pelo PSB para disputar a reeleição em Mato Grosso do Sul.

O acordo foi costurado de cima para baixo, passando pelo presidente nacional do PSB, João Campos, e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, mas não deve ter apoio dos filiados do Estado.

O deputado estadual Paulo Duarte (PSB), que tem o mandato mais relevante do partido no Estado, foi comunicado no Carnaval, pela própria Soraya. Na ocasião, informou que não continuará na legenda.

Duarte tem compromisso de apoiar a reeleição de Eduardo Riedel, o que impede a permanência no PSB, que se coligará com o PT, que tem Fábio Trad como pré-candidato ao Governo do Estado.

Embora o PSB seja de centro-esquerda, grande parte das lideranças devem seguir o mesmo caminho. O presidente do partido em Campo Grande, vereador Carlão (PSB), também tem compromisso de apoiar Riedel.

Carlão já declarou que se for preciso se licenciará do partido para apoiar o atual governador e o pré-candidato ao Senado pelo PL, Reinaldo Azambuja.

Soraya se mudará para o PSB apostando no apadrinhamento de Luiz Inácio Lula da Silva e de lideranças do partido, como João Campos, Alckmin e Tabata Amaral.

A senadora pretende levar o Podemos para a coligação, deixando o suplente no partido, mas deve ter dificuldade para formar chapas de deputado nas siglas. A situação ficará ainda mais difícil com esta resistência de filiados a seguir Soraya e do partido no apoio a candidatos do PT na majoritária.


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