Anotações de Flávio jogam mais lenha na fogueira que queima no PL de MS

investiga ms wendell Reis


A polêmica lista de Flávio Bolsonaro (PL), exposta pela imprensa em rede nacional, colocou ainda mais fogo no Partido Liberal de Mato Grosso do Sul.

O conteúdo, flagrado pela imprensa, colocou os chamados “rebeldes do novo PL de MS” em situação delicada, no classificado “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”.

As anotações sugerem que Marcos Pollon teria pedido R$ 15 milhões e Gianni Nogueira, R$ 5, totalizando R$ 20 milhões para desistirem do enfrentamento a Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL), candidatos escolhidos em acordo nacional envolvendo Jair Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto.

Gianni e Pollon negaram pedido de dinheiro, mas a lista colocou ainda mais pressão sobre eles. Embora neguem qualquer negociação, os dois estão pressionados por bolsonaristas, que agora querem acompanhar de perto o desfecho desta história.

Pollon é pré-candidato ao Governo e Gianni ao Senado, mas algumas pessoas afirmam que a dupla mantém pré-candidatura para continuar em evidência até a disputa de um cargo menor. Os dois negam e mantêm pré-candidatura.

O vazamento das anotações de Flávio acabaram levando a dupla a uma espécie de tudo ou nada, onde desistem, ou são impulsionados pela polêmica, provando que, como dizem, serão candidatos como missão.

A lista indicou que Pollon e Gianni não terão espaço no partido, que deve preferir Riedel para o governo e Azambuja e Contar para o Senado. Caso queiram, de fato, serem candidatos, terão que trocar de partido até 4 de abril, quando termina o prazo determinado pela legislação eleitoral.

João Henrique Catan (PL) também é pré-candidato ao Governo e já negociou a ida para o Novo, se não tiver espaço no PL. O partido, inclusive, abriu as portas para Gianni e Pollon concorrerem. Como Catan já está com a vaga de governador, os dois poderiam disputar o Senado.


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