Editorias / Campo Grande
Presa abre cela e agride policiais em motim no presídio feminino: ‘Vocês vão morrer’
Midia Max Murilo Medeiros, Layane Costa
Presidiária conseguiu abrir a porta da cela, agrediu policiais penais e incitou outras 58 presas a entrarem em motim no Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi, na tarde de sexta-feira (27). Ela foi contida com balas de borracha e spray de pimenta, após chegada de reforço do Cope (Comando de Operações Penitenciárias).
Conforme boletim de ocorrência, registrado por duas policiais penais, por volta de 15h30, uma das presidiárias começou a xingá-las. “Vocês vão morrer secas e esturricadas; minha cadeia não vai durar para sempre; vou ensinar essas presas como se tira uma cadeia e a pararem de respeitar essas infelizes”, teria afirmado a mulher presa às agentes penitenciárias.
Então, ela passou a chutar a porta de aço da cela e a estimular outras internas a fazer o mesmo. A mulher conseguiu abrir o ferrolho que trancava a cela, saiu para o corredor e seguiu incitando ao menos 58 presas a juntarem-se ao motim e investir contra as policiais penais, segundo o registro policial.
Presidiárias de outra cela também chutaram a porta, comandadas por uma das mulheres, que tentou abrir a tranca por uma pequena porta que dá acesso ao ferrolho. O boletim de ocorrência narra que elas desobedeceram e desacataram as policiais penais, que se sentiram ameaçadas e acionaram reforço do Cope.
Além disso, para evitar serem contidas por policiais homens, as presas começaram a se despir. As agentes penitenciárias que registraram o boletim relatam que as presidiárias “ficaram apenas com roupas curtas do tipo ‘short e top'”.
Agressão a policiais
Mesmo assim, policiais do Cope chegaram ao Presídio Feminino e deram ordem para que a presidiária que estava no corredor voltasse à sua cela e a outra parasse de tentar abrir a porta. No entanto, elas seguiram resistindo. Inclusive, a mulher chegou a investir contra a equipe de agentes e agredir os policiais penais.
A polícia passou a utilizar equipamentos não letais, como spray de pimenta e um disparo de bala de borracha. Assim, a mulher que conseguiu arrombar a porta foi presa novamente e mantida em isolamento na cela. Segundo o registro, ela começou a debater-se e bater a cabeça contra a parede, o que causou escoriações.
A mulher que conseguiu fugir da cela e a outra, que incitou presidiárias a fazerem o mesmo, foram submetidas a exame de corpo de delito. Elas seguem no Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi, conforme boletim de ocorrência. “Providências administrativas já foram tomadas em relação a isolamento ou à transferência das responsáveis pelo citado motim e demais crimes”, conclui o registro policial.
Problema antigo
Segundo informações apuradas pelo Jornal Midiamax, a presidiária que encabeçou o motim já estava dando alterações há vários plantões, com vários comunicados e ameaças à segurança; porém, não houve nenhuma providência.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, um boletim de ocorrência foi feito em relação ao ocorrido, que foi rapidamente contido pelos policiais penais. Ainda de acordo com a Sejusp, algumas internas serão transferidas, e duas, autuadas.
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