Morreu por volta de 1h10 desta quarta-feira (4/3), o jornalista considerado referência na imprensa de Mato Grosso do Sul, Celso Bejarano Junior, aos 63 anos, em Campo Grande. Ele estava internado no Hospital da Cassems, onde passou por cirurgia cardíaca na segunda (2/3).
Segundo o Campo Grande News, o quadro de saúde do comunicador se agravou, ele foi levado para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e não resistiu.
Celso estava hospitalizado há mais de uma semana. Recentemente, havia descoberto uma insuficiência cardíaca e seguia tratamento para estar preparado para a cirurgia realizada no começo da semana.
Trajetória
Celso construiu carreira sólida em Mato Grosso do Sul. Atuou por anos no jornal Correio do Estado, foi correspondente da Folha de São Paulo e atuou em jornal de Cuiabá (MT). Atualmente era repórter do site Midiamax. Também integrou a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de MS e teve sua trajetória marcada pelo jornalismo investigativo.
Bejarano trabalhou nas principais redações de sites e jornais de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. Ao longo da carreira, assinou reportagens na fronteira com o Paraguai e se tornou conhecido entre colegas de todo o estado. Para muitos, era um dos maiores jornalistas sul-mato-grossenses.
“O Celso era um cara que amava o jornalismo. Era jornalista 24 horas, sensível, indignado e sonhador. Sempre atento aos fatos. Foi um grande jornalista”, afirmou o colega de profissão e amigo, Edivaldo Bitencourt.
Outra amiga, a jornalista Aline dos Santos completa: "O Celso foi um grande jornalista. Gostava de investigar e era destemido. Cobriu de perto temas relacionados à questão indígena, velha ferida em Mato Grosso do Sul, e se debruçou sobre os arquivos da Ditadura trazendo luz para um passado de tortura”.
Celso deixa três filhos. Até o momento, não há informações sobre horário e local de velório e sepultamento. Assim que confirmados, os detalhes devem ser divulgados.
Comentários




