Trio de deputados prometeu ficar no PSDB, mas Beto deve puxar fila do cada um por si na chapa governista

investiga ms wendell Reis


O trio de deputados federais do PSDB continua sem saber o que fazer do futuro a poucos meses da campanha para a reeleição. Nos últimos meses, foram diversas as promessas e enredos, mas o fim da “parceria” está cada vez mais próximo.

Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende foram eleitos pelo PSDB, que fez a maior bancada da eleição de 2022 para Câmara Federal no Estado. Porém, nesta eleição, tudo mudou.

Os líderes do partido, Reinaldo Azambuja (PL) e Eduardo Riedel (PP), trocaram de sigla e o trio não se encaixa nas novas escolhidas. Antes de saírem, Reinaldo e Riedel negociaram com o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, a permanência do trio, mas a promessa não deve ser cumprida.

Beto Pereira foi colocado na presidência após a saída de Reinaldo, mas é o que mais tem trabalhado para pular do barco. Ele mantém conversa com o Republicanos e deve deixar a sigla.

A saída de Beto pode custar o fim do partido, caso não ocorra interferência de Reinaldo e Riedel. Com Dagoberto e Geraldo, sem outras candidaturas mais fortes, a chapa dificilmente faz dois, o que tem desanimado Dagoberto.

Ciente da dificuldade, Dagoberto já teve conversas com o PP e também pode sair, o que deve levar Geraldo para o mesmo caminho. Ele tem declarado que se Beto sair, quer a presidência e, se isso não for garantido, também pode deixar o partido.

O trio tem até 4 de abril, fim da janela partidária, para decidir qual partido tentará a reeleição, que promete disputa acirrada pelas oito vagas.


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