Reunião estanca crise, mas Flávio terá que convencer Bolsonaro e Michele a mudarem de ideia

investiga ms wendell Reis


Reunião de Reinaldo e Riedel com Flávio e cúpula do PL manteve acordo para aliança, mas filho terá que convencer aliados, o pai e a madrasta a mudarem planos.

O vídeo gravado por Flávio Bolsonaro ao final da reunião com Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL) indica que, pelo menos por enquanto, está mantido o acordo de parceria entre o grupo para a eleição de outubro.

O acordo prevê a parceria para eleição de Flávio, reeleição de Riedel e eleição de Reinaldo Azambuja, mas o grupo ainda terá trabalho para convencer Michele Bolsonaro e Jair Bolsonaro a mudarem o plano de lançar Marcos Pollon para o Senado.

A reunião foi a primeira após Flavio ser escolhido pelo pai como pré-candidato a presidente e ocorre após polêmicas na construção da chapa na semana passada.

A primeira polêmica, com Flavio deixando vazar anotação de que Gianni Nogueira e Pollon pediram R$ 5 milhões e R$ 15 milhões, respectivamente, para não serem candidatos. Depois, a carta-bomba de Bolsonaro, ignorando tratativas de Reinaldo com Valdemar. Reinaldo, que já demonstrava insatisfação com a rebeldia de alguns filiados, incluindo Pollon, ficou ainda mais indignado.

A cúpula do PL, liderada por Valdemar da Costa Neto, já tinha definido a dobradinha de Capitão Contar com Reinaldo Azambuja para o Senado, mas Michele entrou em ação e Bolsonaro anunciou Pollon como pré-candidato dele em Mato Grosso do Sul.

Michele divulgou uma carta de Bolsonaro, avisando que escolheria Pollon para o Senado, desautorizando Reinaldo, Valdemar e o próprio Flávio, que em anotações vazadas pela imprensa , colocava Contar e o ex-governador como prováveis candidatos.

Na conversa com Flávio, ficou retificado que Reinaldo e Riedel serão os candidatos na majoritária e que a outra vaga de senador será definida posteriormente.

Caberá a Flavio tentar convencer o pai e a madrasta a desistirem do apoio a Pollon. O medo maior é que Contar se rebele e faça aliança com João Henrique Catan (PL), que está de saída do partido para se filiar ao Novo e concorrer ao governo.

Flavio, inclusive, também tentará a missão de convencer João Henrique a desistir da candidatura no Estado, deixando apenas o PT como adversário do atual governo.


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