Editorias / CAARAPÓ
Suspeito de envolvimento em duplo homicídio nega crime e diz que tentou separar briga
Dourados News Cristina Nunes e Osvaldo Duarte
A defesa de Alex Santos da Silva, de 34 anos, nega a autoria e a posse de arma de fogo no duplo homicídio do advogado Cassio de Souza e do servidor público Hugo Centuriao Enciso, ocorrido na madrugada do último domingo (1/3), em Caarapó.
Em manifestação oficial, a advogada Maiane Ferreira afirmou que seu cliente manteve uma 'postura apaziguadora' durante o conflito e atribuiu os disparos a outro envolvido, Antônio Marques da Silva, de 55 anos. O crime aconteceu no bairro Capitão Vigário, após uma discussão iniciada em uma conveniência na área central da cidade.
De acordo com a versão apresentada pela defesa, Alex Silva não possuía desavenças anteriores com as vítimas. “Em primeiro lugar, é importante esclarecer que Alex nega a posse de arma de fogo no momento dos fatos, bem como nega ter efetuado quaisquer disparos contra as vítimas”, declarou Maiane Ferreira.
A advogada ressaltou ainda que o cliente mantinha uma boa relação com o advogado Cassio de Souza, não havendo histórico de desavenças.
“A defesa já juntou aos autos novos elementos que demonstram o que de fato houve no momento em que antecedeu os disparos. Esses elementos mostram, inclusive, que Alex mantinha uma postura apaziguadora durante a contenda, tentando evitar que a situação tomasse uma proporção mais grave”, completou.
O depoimento de Alex redireciona a responsabilidade dos tiros para Antônio Marques, detido na segunda-feira (2/3) enquanto se deslocava para Jateí. Segundo a defesa, Alex esclareceu que Antônio “teria agido, segundo a sua versão, com a intenção de defender o próprio filho no momento da ocorrência”.
Enquanto isso, o terceiro suspeito, Antônio Lucas Bispo, apresentou-se à polícia em Dourados na tarde de terça-feira (3/3), acompanhado de advogado, para prestar esclarecimentos sobre sua participação no crime.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Caarapó, coordenada pelo delegado Ciro Jales, que analisa vídeos das discussões prévias e a arma já apreendida para individualizar a conduta de cada um dos três presos.
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