Editorias / ELEIÇÕES
Chapa dos sonhos começa a ruir e MDB terá dificuldade para ‘fazer barulho na Assembleia’
INVESTIGA MS WENDELL REIS
O MDB, que chegou a projetar um retorno triunfal para Assembleia Legislativa, com eleição de uma bancada (quatro deputados), vê o plano cada vez mais distante.
Presidente de honra do partido, André Puccinelli apostava na eleição de quatro a cinco cadeiras, puxado principalmente pela sua votação, mas não conseguiu convencer os deputados do partido.
O primeiro a sair foi o deputado Márcio Fernandes, que trocará o MDB pelo Partido Liberal (PL). Nos próximos dias, será o deputado Renato Câmara, que já está praticamente acertado com o Republicanos.
A saída de dois deputados dificultará e muito o cumprimento da meta do partido, de eleger quatro deputados e ter mais poder na Assembleia. Com quatro deputados, um partido conquista o direito de indicar representantes em comissão e até travar tramitação de projetos, porque passa a ter liderança com poder de voto e, consequentemente, veto.
Sem os dois deputados, o MDB terá como candidatos mais fortes, pelo menos na teoria, Puccinelli e o deputado Júnior Mochi, que ainda não falou em deixar o partido.
A reportagem apurou que o ex-deputado Eduardo Rocha, que tentará voltar à Assembleia, também está recalculando rota e tenta uma filiação no PP.
O MDB não está tão prestigiado na aliança, mas prometeu apoiar Riedel logo após a eleição de 2022, em reunião na casa de Simone Tebet, que hoje nem está mais no partido.
Neste encontro, ficou definido que Puccinelli não disputaria mais a reeleição e o partido apoiaria Riedel e Reinaldo.
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