Editorias / ELEIÇÕES
Vereadores trocaram de partido fora da janela e suplentes devem pedir vaga na justiça
Investiga Ms Wendell Reis
Vereadores fizeram aposta de risco e podem perder o mandato caso não sejam eleitos em outubro.
A janela partidária deste ano favorece apenas deputados, mas vereadores aproveitaram os últimos dias de filiação na eleição deste ano para mudarem de sigla.
Em Campo Grande, Marquinhos Trad trocou o PDT pelo PV para tentar concorrer como deputado federal. Em Corumbá, Chicão Viana trocou o PSD pelo Republicanos e em Paranaíba, Sindoley Morais saiu do União para o Partido Liberal.
O trio de vereadores terá que repetir o feito de Lia Nogueira, que na eleição de 2022 também trocou de partido, correndo o risco de perder a vaga. No caso dela, a cadeira não precisou de disputa judicial porque foi eleita deputada estadual.
Marquinhos deve ser o primeiro a enfrentar batalha judicial. O presidente do PDT em Mato Grosso do Sul, Carlos Eduardo Gomes, já declarou que ingressará com uma ação contra Marquinhos para pedir o mandato. Ele alega que o partido não permite esta troca.
Marquinhos apresentou uma liberação assinada pelo vice-presidente do partido no Estado, Enelvo Feline, mas Cadu afirma que não tem validade e prometeu expulsá-lo da sigla por desobediência.
A legislação determina que as cadeiras de vereadores e deputados pertencem ao partido e não ao candidato. Neste caso, com a troca de sigla, eles não teriam direito ao mandato. Agora, caberá aos suplentes recorrerem à justiça.
Em Campo Grande, o suplente de Marquinhos é Salah Hassan. Em Paranaíba, o suplente de Sindoley é Marciel Manin. Já em Corumbá, o primeiro suplente de Chicão é Pietro Candia.
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