Nova regra, Republicanos e PSDB podem complicar chapão do União Brasil para federal

Investiga Ms Wendell Reis


Quarta cadeira é praticamente impossível e dois, dos quatro favoritos da chapa, correm risco.

A mudança da lei eleitoral e novos partidos que se abrigaram no grupo governista podem complicar o chapão do União Progressista (federação União Brasil e PP) na conquista de vagas para Câmara Federal em outubro.

A chapa ficou conhecida como “da morte” pela quantidade de pré-candidatos com expectativa de grande votação. A previsão é de que a chapa seja a mais votada, mas o surgimento de novos partidos no grupo governista e a flexibilização da lei eleitoral podem dificultar a vida de favoritos. 

A preocupação leva em consideração os números obtidos na última eleição, que servem de parâmetro para avaliar a quantidade de votos que cada partido precisará para conquistar cadeiras.

Na última eleição, o quociente partidário (divisão de votos válidos pelo número de cadeiras) foi de 175.809 votos. Nesta conta, apenas três vagas foram preenchidas. PSDB, com 316.966 votos; PL, com 218.427 votos; e PT, com 201.961 votos, conquistaram as cadeiras por quociente.

Restaram cinco vagas para serem divididas na sobra. O PSDB ficou com a primeira, dividindo o número de votos por dois (número de cadeiras conquistadas e mais um). Nesta conta, o partido ficou com 158.483. A segunda cadeira na sobra ficou com o PP, que atingiu 80% dos votos (146.606). 

A terceira cadeira na sobra ficou com o PL, com 109.213 votos; a quarta para o PSDB,  com 105.655; e a última para o PT, com 100.980 votos. 

Aumento do número de partidos e facilitação com nova regra

Neste ano, a previsão é de uma disputa mais acirrada, por conta do surgimento de outros partidos. O Republicanos ganhou apoio do grupo governista e agora surge como favorito para uma e, quem sabe, até duas vagas. O PSDB perdeu os três deputados na janela, correu risco de não ter chapa para federal, mas ressuscitou na reta final e agora pode definir o jogo.

O partido pode ser beneficiado pela nova regra eleitoral, que não exige mínimo de 80% do quociente para eleição de um deputado.  Nesta conta, tendo como base a eleição passada, com 101 mil votos, um partido conquista uma vaga. 

Para conquistar a terceira vaga e perder apenas um dos favoritos, o União Progressista precisará repetir o sucesso da chapa do PSDB, que fez uma média de 35.218 votos por candidato. Para se ter uma ideia do feito, apenas 11 candidatos fizeram mais do que 35 mil votos naquela eleição. 

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Para conseguir a terceira cadeira, o União Progressista precisará vencer a disputa com Republicanos, na briga pela segunda cadeira; PT, que também brigará por uma segunda vaga; e PSDB, que deve brigar pela sobra, ainda que não consiga os 80% dos votos. 

A quarta cadeira, que garantiria vaga para todos os favoritos do União Progressista (Dagoberto Nogueira, Rose Modesto, Luiz Ovando e Geraldo Resende) é praticamente impossível, levando em conta a expectativa de voto dos adversários. 

As contas e projeções desta matéria levam em consideração os números da eleição passada e expectativa de voto dos pré-candidatos, com base em números de eleições anteriores. 


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