Editorias / ELEIÇÕES
Direita e esquerda devem perder força e centro dominar vagas para Câmara em MS
Investiga Ms Wendell Reis
As articulações políticas e mudança de planos de lideranças farão esquerda e direita perder força nas vagas consideradas de extrema importância para os partidos políticos: de deputados federais, que definem tempo na propaganda e dinheiro para as siglas.
A tendência é de que a esquerda e a direita percam força e o centro domine as oito vagas disponíveis para a Câmara.
Na esquerda, a baixa ficará por conta da mudança de planos do deputado federal Vander Loubet (PT), que após seis eleições, não tentará a reeleição para concorrer ao Senado. O substituto como puxador de votos na chapa será o vereador Marquinhos Trad (PV), de ideologia mais de centro.
O Partido Liberal (PL) deve manter o mesmo número de deputados, com duas cadeiras. Marcos Pollon (PL) quer concorrer ao Senado e, mesmo que desista, terá que brigar por espaço com outros candidatos fortes. Rodolfo Nogueira (PL) também tentará a reeleição e o partido recebeu a filiação de Mara Caseiro (PL), que deve receber apoio expressivo do grupo governista.
Luiz Ovando (PP), que também atua mais no campo da direita, terá dificuldade para a reeleição na chapa do União Progressista. A sigla terá Rose Modesto (União), liderança de centro, como forte concorrente.
Além de Rose, o União Progressista ainda terá Dagoberto Nogueira (PP) e Geraldo Resende (União), dois políticos de centro e bastante identificados com pautas da esquerda. Os dois votaram com o governo Lula em diversos projetos.
Outro partido com chances de eleger político de centro é o Republicanos, que terá Beto Pereira como o principal candidato. Embora tenha votado em muitas pautas com a direita ultimamente, Beto sempre se posicionou mais ao centro.
No PSDB, que também tem chances de eleger um federal, dependendo da formação da chapa, os políticos são de centro. Entre os pré-candidatos, o vereador Professor Juari (PSDB) e a ex-secretária de Cidadania, Viviane Luiza.
Na legislatura atual, a bancada federal se dividiu bastante, com empate nas pautas envolvendo direita e esquerda em diversas ocasiões. Na maioria dos casos, principalmente nos últimos meses, a votação foi dividida, com Vander, Camila Jara (PT), Dagoberto e Geraldo de um lado e Pollon, Rodolfo, Ovando e Beto do outro.
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