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Defesa Civil de Itaporã alerta para epidemia de chikungunya e pede apoio da população
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Diante do cenário preocupante de infestação de chikungunya, que já se configura como epidemia em Mato Grosso do Sul, a Defesa Civil e equipes de vigilância sanitária de Itaporã estão em alerta máximo para conter o avanço do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
No município, diversas ações de prevenção e orientação vêm sendo intensificadas, com o objetivo de reduzir os focos do vetor e conscientizar a população sobre a importância da colaboração coletiva.
A Defesa Civil reforça o pedido para que os moradores participem ativamente de uma força-tarefa voltada à eliminação de criadouros do mosquito. Segundo o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Jorge Barboza, uma equipe da Defesa Civil Estadual estará no município para realizar o recolhimento de materiais que possam acumular água e servir de abrigo para o mosquito.
A orientação é para que a população coloque em frente às residências itens como pneus velhos, lonas, vasilhas, tambores e quaisquer objetos que possam acumular água, facilitando a proliferação do Aedes aegypti. A recomendação é que esses materiais sejam deixados do lado de fora das casas durante o feriado prolongado, para posterior coleta pelas equipes responsáveis.
O órgão também informa que moradores que não colaborarem poderão ser notificados e até multados pelo descumprimento das orientações.
Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) apontam que 67% dos municípios do estado estão em nível de alerta para risco de infestação do Aedes aegypti. O cenário é preocupante, com potencial aumento de casos de dengue, zika e chikungunya.
De acordo com o boletim epidemiológico, 17 cidades sul-mato-grossenses já enfrentam epidemia de chikungunya. A doença já provocou dez mortes no estado e soma mais de 4,2 mil casos prováveis. Além disso, dez municípios apresentam alta incidência de dengue, o que também caracteriza situação epidêmica.
Ainda conforme o levantamento, oito cidades estão classificadas com alto risco de infestação, enquanto outras 45 apresentam risco médio. Juntas, elas representam 67% dos municípios do estado com potencial de proliferação das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, que já contabilizam seis mortes confirmadas e 3.519 casos prováveis.
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