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Renato Câmara e Juliano Ferro travam embate após crise no Colégio Agrícola de Ivinhema
Da Redação
A situação do Colégio Agrícola de Ivinhema, marcada por denúncias de abandono e risco de fechamento, desencadeou um embate político entre o vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Renato Câmara (Republicanos), e o prefeito Juliano Ferro (PL). O confronto, intensificado nas redes sociais, gira em torno da responsabilidade pela situação do espaço e da comparação entre gestões.
Renato Câmara, que já administrou o município, afirma que o colégio foi concebido em sua gestão como instrumento de transformação social, voltado à qualificação de jovens para o setor agropecuário. Segundo ele, a unidade teria formado mais de mil alunos e ampliado oportunidades no campo. “Nós criamos uma estrutura que deu dignidade e perspectiva para a juventude. O que vemos hoje é um patrimônio sendo deixado de lado”, declarou.
O parlamentar também desafiou o atual prefeito para um comparativo direto entre administrações e afirmou estar disposto a “abrir a caixa preta” da gestão municipal. Em tom crítico, disse que o debate não deve generalizar governos passados, mas sim confrontar resultados concretos.
Legado e críticas
Ao defender sua gestão, Renato Câmara cita iniciativas como a criação de loteamentos públicos para servidores, implantação de área empresarial e industrial, aquisição do espaço destinado à praça central de eventos e a própria estruturação do Colégio Agrícola. Para ele, essas ações contribuíram para o crescimento econômico do município, que hoje conta com orçamento estimado em cerca de R$ 300 milhões.
Por outro lado, o deputado faz críticas à atual administração, apontando o uso de financiamentos para obras, priorização de eventos e investimentos considerados não estruturantes, além de suposta negligência com patrimônios públicos. “Quando se deixa de cuidar do que já existe, quem perde é a população”, afirmou.
Resposta da gestão municipal
O prefeito Juliano Ferro respondeu às críticas em declarações públicas, mas sem entrar em um confronto direto ou detalhar comparações administrativas. Em sua manifestação, direcionou o debate para o campo político, mencionando mudanças partidárias do adversário.
A postura indica uma estratégia de evitar o aprofundamento em pontos específicos, como a situação do Colégio Agrícola e a política de financiamentos adotada pela prefeitura.
Educação no centro do debate
O Colégio Agrícola tornou-se o principal símbolo da disputa. Criado para oferecer formação técnica e fortalecer o setor produtivo rural, o espaço hoje é citado por críticos como exemplo de abandono. A situação levanta questionamentos sobre prioridades na aplicação de recursos públicos, especialmente diante da exigência constitucional de investimento mínimo em educação.
Para Renato Câmara, o caso reflete falhas de planejamento. “Educação não pode ser tratada como despesa secundária. É investimento no futuro”, disse.
Discussão segue aberta
O episódio ampliou o debate sobre gestão pública em Ivinhema, envolvendo temas como execução orçamentária, manutenção de equipamentos públicos e impacto de financiamentos nas contas municipais.
Enquanto as trocas de declarações continuam, moradores e lideranças locais cobram mais transparência e respostas objetivas sobre o futuro do Colégio Agrícola e das políticas públicas voltadas à educação e ao desenvolvimento econômico do município.
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