Quadrilha especializada em roubos a 'muambeiros' tinha rede de receptação em Dourados

Dourados News Cristina Nunes


Cargas roubadas de “muambeiros” em Dourados e região chegavam a ser revendidas por quadrilha por até R$ 300 mil, segundo revelou o delegado chefe do SIG, Lucas Albe. A informação foi divulgada durante nova fase da operação deflagrada nesta quinta-feira (21), quando equipes da Polícia Civil cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e prenderam um suspeito em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

A operação é um desdobramento de investigações que já haviam resultado em prisões anteriores de integrantes de uma quadrilha especializada em roubos contra “muambeiros” e pessoas que traziam mercadorias do Paraguai.

Em entrevista, o delegado-chefe do SIG, Lucas Albe, explicou que a nova fase da operação teve como foco um suspeito ligado diretamente aos roubos e também receptadores responsáveis por adquirir e revender os produtos levados pelo grupo criminoso.

Segundo o delegado, ao longo das investigações já haviam sido cumpridos três mandados de prisão preventiva, além da prisão em flagrante de um homem apontado como líder da associação criminosa.

“Com as informações coletadas ao longo do tempo, conseguimos identificar mais uma pessoa relacionada aos roubos e mais dois receptadores”, afirmou.

Nesta quinta-feira, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Durante a ação, um homem acabou preso em flagrante por posse de arma de fogo. A polícia apura se o armamento teria sido utilizado em alguns dos assaltos investigados.

Ainda conforme a Polícia Civil, em uma loja ligada ao investigado foram encontrados diversos produtos que podem ser provenientes de roubos e posterior receptação.

Três pessoas foram encaminhadas para a delegacia, sendo duas para interrogatório e uma autuada em flagrante.

As investigações apontam que os receptadores atuavam principalmente na compra de mercadorias de alto valor agregado, entre elas produtos para emagrecimento e canetas emagrecedoras trazidas ilegalmente do Paraguai.

De acordo com o delegado, as cargas roubadas movimentavam valores elevados e os receptadores chegavam a pagar entre R$ 200 mil e R$ 300 mil pelos produtos.

“A participação deles era especificamente na receptação. Sabemos que os valores movimentados por essa quadrilha eram bastante substanciais”, destacou.

A Polícia Civil acredita que outros envolvidos ainda atuem na rede de receptação dos produtos roubados e novas fases da operação não estão descartadas.

“Sabemos que esse grupo não é o único que receptava os produtos. Vamos tentar identificar outras pessoas e responsabilizá-las também”, completou o delegado


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