Segundo a denúncia, há casos de fornecedores que não recebem há mais de 500 dias, o que pode comprometer o abastecimento das unidades de saúde.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou procedimento para investigar um passivo milionário nas finanças da saúde pública de Campo Grande.
O procedimento foi aberto após denúncias de fornecedores que relataram dificuldade para receber pelo fornecimento de medicamentos e insumos.
Segundo a denúncia, há casos de fornecedores que não recebem há mais de 500 dias, o que pode comprometer o abastecimento das unidades de saúde.
Dados do Sistema Integrado de Planejamento, Finanças, Contabilidade e Controle (Sicont) mostram que entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2026, os restos a pagar vinculados à saúde municipal chegou a R$ 285,8 milhões. Desse total, pouco mais de R$ 88,2 milhões foram quitados, restando um saldo aberto de aproximadamente R$ 197,6 milhões.
Segundo o levantamento, em 2026, são mais de R$ 5 milhões em débitos com empresas responsáveis pelo fornecimento de medicamentos e materiais hospitalares.
O Ministério Público solicitou a relação de fornecedores com pagamentos em atraso superiores a 30, 60 e 90 dias; contratos firmados, justificativas para os atrasos e previsão de quitação das dívidas.
A promotoria também investiga um crédito suplementar de R$ 27 milhões ao Fundo Municipal de Saúde, autorizada por decreto municipal em abril de 2026. L.
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