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Ex-funcionária de hospital é investigada por calúnia e ameaças contra servidoras e vereadora
Dourados Informa Luiz Guilherme
A PC (Polícia Civil) de Dourados investiga caso de calúnia, ameaça e possível constrangimento ilegal contra três mulheres ligadas à saúde pública e à política do município. Entre as vítimas estão a diretora e a diretora-adjunta da Funsaud (Fundação Serviços de Saúde de Dourados), e uma vereadora da cidade.
O caso é conduzido pelo delegado Demerval Neto e foi formalizado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) após o registro de boletim de ocorrência pelas vítimas, que não tiveram suas identidades divulgadas.
Segundo o delegado, os crimes estariam sendo praticados por uma ex-funcionária do HV (Hospital da Vida), que passou a publicar acusações e ameaças por meio das redes sociais.
“As ameaças têm sido reiteradas”, afirmou o delegado. De acordo com ele, uma das mensagens direcionadas às diretoras da Fundação que administra tanto o hospital quanto a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), dizia que, caso elas não deixassem os cargos até o fim de semana [o que passou], “iriam morrer”.
As duas servidoras da área da saúde têm 70 e 66 anos, respectivamente e conforme destacou o investigador, o fato de ambas serem idosas agrava a situação criminal.
Ainda segundo a polícia, as ameaças começaram há mais de um mês, mas ganharam intensidade nas últimas semanas, principalmente nas plataformas digitais.
A investigação também aponta para o crime de calúnia, caracterizado pela falsa imputação de crimes. O delegado Demerval afirmou que as acusações divulgadas nas redes sociais nunca foram formalizadas oficialmente em delegacia.
“Em nenhum momento essas informações foram apresentadas por meio de denúncia formal. Houve apenas divulgação desse conteúdo na internet”, explicou.
Em relação à vereadora, a polícia apura principalmente supostas calúnias e ameaças consideradas genéricas, relacionadas à possibilidade do caso ser levado à Justiça.
O procedimento investigativo já está em andamento. Testemunhas e suspeitos foram ouvidos, e a mulher apontada como autora das postagens chegou a ser intimada para prestar depoimento, mas não compareceu.
Além de localizar a suspeita, os investigadores também tentam identificar se há outras pessoas envolvidas nessas publicações e ameaças.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil em Dourados.
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