Editorias / ELEIÇÕES
Ex-prefeito desiste de candidatura e PSDB busca outro nome na luta contra fogo amigo
Investiga Ms Wendell Reis
Reportagem adiantou, no começo do mês, que grupo ameaçava tirar vaga da chapa da morte do PP/União; Republicanos e PL, o que levaria a uma “operação desmonte”.
No começo do mês, a reportagem do InvestigaMS adiantou que a chapa do PSDB para federal dificultaria a vida de deputados federais e que um grupo tentava convencer candidatos a desistirem. Lideranças do chapão governista perceberam que o sucesso da chapa do PSDB deixará “favoritos pelo caminho”, e lançaram o grupo na lista de inimigos.
Menos de um mês depois, o partido se prepara para resolver novo problema. Nesta semana, mais uma desistência. Desta vez, do ex-prefeito de Chapadão do Sul, José Carlos Krug, que alegou motivos pessoais que lhe fazem não se sentir motivado a seguir na disputa.
No dia 1º de maio, a reportagem antecipou que pré-candidatos do PSDB estavam sendo procurados por lideranças destes partidos ameaçados para serem convencidos a desistirem. Na ocasião, dois dos nove escolhidos já haviam declarado que não estariam mais na disputa.
Apesar da baixa, o PSDB já procura novo candidato, com potencial de coto para ajudar o grupo a atingir meta de um federal.
Mudança da lei ameaçou deputados
O PSDB e os partidos menores ou com candidatos que não estão na lista de favoritos ganharam força com a mudança na lei eleitoral, que não exige mais 80% do quociente (divisão de votos válidos pelo número de vagas) para garantir uma vaga.
Com a alteração , qualquer partido pode conseguir uma cadeira na sobra, sem precisar dos, aproximadamente, 180 mil votos do quociente. Basta um dos candidatos conseguir 36 mil votos que estarão aptos a conseguirem a sobra das sobras.
A facilidade ligou o sinal de alerta nos demais partidos. No Republicanos, Beto Pereira tem como ameaça direta Isa Marcondes e Jaime Verruck. O partido sabe que tem chances reais de eleger um e que para chegar a dois, depende do fracasso da chapa do PSDB, concorrente direto nas sobras
A situação do PP/Uniao é ainda pior. Dagoberto e Geraldo deixaram o PSDB na reta final e foram para a federação. Dagoberto foi com autorização de Tereza Cristina. Já Geraldo Resende, por imposição do diretório nacional do União Brasil, o que complicou de vez a vida de todos.
Com Dagoberto e Geraldo, o partido ficou com pelo menos quatro com expectativa de votação expressiva, mas lideranças sabem que é impossível eleger todo mundo. A chapa ainda tem, além dos já citados, Rose Modesto (União) e o deputado federal Luiz Ovando (PP). Sem o PSDB, o grupo tem chances de fazer o terceiro e apenas um ficaria de fora. Com os tucanos, apenas dois passam e é grande a chance de dois deputados não se reelegerem.
A situação da federação é parecida com a do PL, hoje comandado por Reinaldo. Com o PSDB forte, o partido dificilmente faz as três cadeiras que almeja. Com isso, pré-candidatos também têm interesse na implosão da chapa tucana.
As chances de crescimento do PP/União, PL e Republicanos também passam pelo resultado do PT, mas neste caso o grupo não consegue interferir diretamente. Embora seja difícil, o PT quer eleger dois federais. Se conseguir, dificultará ainda mais a vida do chapão governista.
Quase fim
O PSDB ficou perto de acabar com a saída de lideranças do partido. Primeiro foram Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL). Depois, o trio de deputados federais: Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende.
O partido sobreviveu e tenta eleger pelo menos um deputado federal para fortalecer a sigla nacionalmente. Porém, já enfrenta resistência de tucanos que deixaram o ninho.
A chapa chamou atenção dos pre-candidatos porque ficou mais equilibrada, e com chances de eleger um federal. Isso deu ânimo aos pré-candidatos, mas também atraiu olhares nada bons dos concorrentes.
O grupo pertence a base de Reinaldo e Riedel, mas pode ser pedra no sapato das outras chapas construídas, o que gerou pressão em Riedel e Reinaldo.
O que restou da chapa?
Ainda estão entre os pré-candidatos do partido o vereador Professor Juari, a ex-secretária de Cidadania; Viviane Luiza e a ex-deputada federal; Bia Cavassa. o suplente do MDB na Assembleia, Diogo Bossay; ex-secretário de Governo de Sidrolândia, Natalino Gonzaga; presidente da Câmara de Dourados, Liandra da Saúde.
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