Editorias / DOURADOS
Prefeito revoga decreto de calamidade em saúde pública, mas emergência continua
Da Redação
O prefeito Marçal Filho editou nesta quarta-feira o Decreto número 690 revogando o Decreto número 638, de 20 de abril de 2026, que declarou situação de calamidade em saúde pública no município de Dourados em razão da epidemia de Chikungunya. Contudo, o decreto número 587, de 20 de março de 2026, que instituiu a situação de emergência da saúde pública do município de Dourados, continua em vigência. Para revogar a calamidade em saúde pública o prefeito considerou que os registros constantes nos boletins epidemiológicos municipais vêm demonstrando redução sustentada da curva epidêmica da Chikungunya.
Também foi considerada a deliberação realizada pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE), em reunião ocorrida no dia 21 de maio, registra na Ata número 29, que decidiu pelo fim da calamidade em razão do atual cenário epidemiológico e da redução consistente dos indicadores relacionados à Chikungunya no município. O decreto de revogação está publicado em edição Suplementar do Diário Oficial do Município, nesta quarta-feira (27).
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) reúne representantes do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Especial de Saúde Indígena, Conselho Municipal de Saúde, Distrito Sanitário Especial Indígena, Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, Defesa Civil Estadual e Defesa Civil Federal.
Números do Informe Epidemiológico desta quarta-feira revelam também a queda no volume de leitos ocupados por pacientes em razão de complicações da Chikungunya. No período mais grave da doença, o COE chegou a contabilizar 58 internações e atualmente 24 pessoas estão internadas, sendo 1 no Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), 17 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Regional, 1 no Hospital Unimed e 4 no Hospital Evangélico Mackenzie.
A Curva Epidêmica registrando 240 notificações na 20ª semana de levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde também comprova a redução de casos em Dourados. “O número de focos do mosquito nas fiscalizações realizadas pelos agentes de combate às endemias também tem recuado acentuadamente nas últimas semanas, mas a população precisa manter a vigilância e continuar seguindo as medidas preventivas, sobretudo de combate aos pontos com água parada nos quintais e no interior das residências”, alerta o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também é coordenador-geral do COE.
Na semana 1, quando quando iniciou o monitoramento, foram registradas 19 notificações, com esse número chegando a 16 na semana 2, passando para 32 na semana 3 e ficando em 35 notificações na semana 4. A Semana Epidemiológica 5 registrou 40 notificações, com o número saltando para 72 notificações na semana 6, ficando em 65 na semana 7. A escalada da epidemia começou na Semana Epidemiológica 8 quando foram recebidas 143 notificações, com o volume saltando para 217 na semana 9 e chegando a 358 na semana 10.
Na Semana Epidemiológica 11 foram registradas 791 notificações de casos de Chikungunya em Dourados, com o auge da epidemia ocorrendo na semana 12 com 1207 notificações, recuando para 897 na semana 13 e voltando a subir para 1151 na semana 14. Na semana 15 foram registradas 1068 notificações da doença, com o volume de casos começando a cair a partir da Semana Epidemiológica 16 quando foram registrado 852 notificações, recuando para 621 na semana 17, oscilando para 681 na semana 18, caindo para 399 na semana 19 e ficando em 240 notificações na Semana Epidemiológica 20. Os números parciais apurados pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde mostram que as notificações seguem caindo na Semana Epidemiológica 21, que se encerra no próximo domingo.
Comentários




