No ensaio para encarar as urnas, Verruck pode mudar novamente de rota

Investiga Ms Wendell Reis


O ex-secretário de Desenvolvimento Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, pode trocar, novamente, de cargo, no ensaio que vem fazendo para encarar as urnas. Desta vez, tentam encaixa-lo como suplente de Capitão Contar em eventual campanha para o Senado.

A avaliação de uma parte do grupo ouvida pela reportagem é de que a migração para o posto de suplente, ainda que subordinada em hierarquia formal à candidatura principal, ofereceria a Verruck visibilidade no palanque alto e garantiria sua presença no centro das disputas para 2026.

Até o momento, Verruck não confirmou a mudança, até porque Contar nem sabe se será o escolhido do grupo, e continua como pré-candidato a federal.

Mudanças

Verruck iniciou a caminhada anunciando pré-candidatura ao Senado, mas não empolgou a chapa governista, talvez por não pontuar bem em pesquisas e pela briga por espaço na coligação. Em pouco tempo, foi estudado em diversas posições.

Após mais de uma década à frente da Semadesc, pasta que atravessou os governos Azambuja e Riedel, ele anunciou que encararia as urnas e saiu do governo.

Em abril, deixou o cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização e anunciou pré-candidatura a deputado federal, com plataforma centrada em temas como inovação tecnológica, inteligência artificial, rota bioceânica e desenvolvimento econômico regional.

Primeiro, indicou filiação no PP e , na última hora, mudou de rota. Surpreendido pelas articulações de Dagoberto Nogueira (PP) e Geraldo Resende (União), foi para o Republicanos, perto do fim da janela.

Recentemente, também surgiram movimentos para que ele fosse encaixado como vice de Riedel, algo que esbarrou na escolha praticamente consolidada de Barbosinha. Essa possibilidade nunca foi comentada pelo pré-candidato.

Madrinha forte

Verruck é um dos nomes apoiados pela Fiems, que há tempos ensaia voos maiores do que cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Para seguir a tradição dos pré-candidatos do grupo, a pré-candidatura é cercada de dúvidas.

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, por exemplo, sempre foi sondado, mas nunca encarou as urnas. Os “recuos” foram avaliados como um medo da constatação final de que dinheiro nem sempre vira votos.

Para conquistar uma das oito cadeiras na Câmara Federal, Verruck terá um caminho difícil. A expectativa é de que o partido faça apenas um e ele terá como como barreira nomes já testados na urna.

O Republicanos tem como nomes anunciados até o momento : deputado federal Beto Pereira, um dos mais votados na eleição passada; Isa Marcondes, vereadora mais votada em Dourados; deputado estadual Roberto Hashioka e o vereador de Campo Grande, Neto Santos.

Verruck tem até as convenções para escolher o caminho, que ainda tem chances de finalizar com um retorno à iniciativa privada, o mesmo tomado pelo padrinho na poderosa federação.


Comentários