Morreu na madrugada desta quinta-feira (11/6), aos 69 anos, o escritor e poeta, Guimarães Rocha, em um hospital particular de Campo Grande. Membro fundador da UBE-MS (União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul) e ocupante da cadeira número quatro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, ele estava internado havia alguns dias e enfrentava uma amiloidose - doença rara que provoca o acúmulo de proteínas anormais em órgãos e tecidos do corpo.
Nascido no Ceará, Guimarães chegou a Mato Grosso do Sul na década de 1970, como tantos nordestinos que buscavam novas oportunidades. Viveu em Vicentina, passou por Dourados e se estabeleceu na Capital no início dos anos 1980.
Ingressou na PM (Polícia Militar) como soldado e, segundo a família, construiu a carreira sempre pelo mérito e pelo esforço, chegando ao posto de tenente-coronel da reserva.
Também foi professor de Literatura Brasileira, escritor, compositor e um apaixonado pela cultura regional. Ao longo da vida publicou dezenas de livros, lançou discos, participou de projetos musicais e ajudou a fortalecer a literatura produzida no estado.
Sua produção transitou entre a palavra escrita, a música e a oralidade. Em 2001, lançou a Coleção Recorde Guimarães Rocha, composta por 15 livros. Também registrou trabalhos poético-musicais, como o CD Encanto, e, em 2021, transformou seis poemas em forró e baião no EP Nosso Amor, em parceria com o Trio Malaquias.
Ao longo da carreira, escreveu mais de 20 livros, teve músicas gravadas por artistas sul-mato-grossenses e percorreu diversos municípios levando a poesia para além das páginas.
Guimarães deixa a esposa Rosa, com quem viveu décadas de amor, e quatro filhos.
O velório começa nesta quinta-feira (11) às 17h no Cemitério Jardim das Palmeiras que fica na Avenida Tamandaré, 6934. O sepultamento está previsto para sexta-feira (12) às 10h.
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