Editorias / ELEIÇÕES
Pollon e Reinaldo se calam após Valdemar ‘rasgar’ carta de Bolsonaro e anunciar Contar
Investiga Ms Wendell Reis
O clima foi de surpresa e dúvida no Partido Liberal de Mato Grosso do Sul após o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, gravar um vídeo anunciando Capitão Contar como “candidato do PL” ao Senado.
O esperado era que o anúncio partisse de uma lista geral com apoio de Jair Bolsonaro para escolhidos em todo o País, mas Valdemar, mais uma vez, se antecipou, e ignorou lideranças do partido.
Valdemar já tinha queimado a largada quando filiou Contar no ano passado, no diretório nacional, sem a presença de Reinaldo, e lhe anunciou como o pré-candidato do PL ao Senado em Mato Grosso do Sul. Este anúncio ignorou as declarações de Reinaldo, que enrolava Nelsinho Trad (PSD) e os pré-candidatos do PP, alegando que pesquisas definiriam os escolhidos.
Pouco tempo depois, Valdemar teve que recuar, quando Michele divulgou uma carta de Jair Bolsonaro, em fevereiro deste ano, avisando que Pollon seria o escolhido. Após essa confusão, Flávio Bolsonaro disse, em Mato Grosso do Sul, que pesquisas definiriam quem ocuparia a segunda vaga, ao lado de Reinaldo Azambuja.
Silêncio
Ontem, um dia após reunião que levou a saída de Michele Bolsonaro (principal apoiadora de Marcos Pollon) do PL mulher, Valdemar gravou um vídeo anunciando Contar como “o escolhido”.
O vídeo pegou todo mundo de surpresa e silêncio tomou conta das lideranças, que não confirmaram se o anúncio era oficial ou apenas um desejo de Valdemar.
A reportagem questionou Azambuja sobre o vídeo, mas ele não responde se era oficial ou não. O concorrente de Contar, Marcos Pollon, que percorre o estado divulgando a carta de Bolsonaro, também se calou. Na rede social, apenas a declaração de voto não ao PL da Misoginia.
Lideranças do PL temiam fazer o anúncio de Contar antes de Jair Bolsonaro, com receio de que ele divulgasse uma nova carta para Mato Grosso do Sul, comprometendo todo o arranjo feito desde a eleição de 2024. Na ocasião, em troca de apoio a Beto Pereira para prefeito da Capital, Reinaldo prometeu se filiar, com a condição de apoio a Riedel e ele como candidato ao Senado.
Beto perdeu a eleição mesmo com apoio de Bolsonaro e Reinaldo teve que cumprir a promessa. No PL, deixou de ser o rei das decisões, como era do PSDB, e passou a depender do diretório nacional e de Jair Bolsonaro, mesmo na prisão.
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