Caseiro é assassinado a tiros após denunciar Hilux SW4 lotada de maconha em sítio na fronteira

Campo Grande News Helio de Freitas


O caseiro Reinaldo Pavão, de 69 anos, foi assassinado a tiros de pistola na noite de segunda-feira (6), no município de Sete Quedas, e a principal suspeita é que o crime tenha sido praticado por traficantes de drogas da fronteira.

No mesmo dia, a polícia apreendeu 1.860 quilos de maconha no sítio onde Reinaldo trabalhava, no Assentamento Nossa Senhora de Fátima. Foi o caseiro que relatou a presença da Toyota Hilux SW4 carregada com entorpecente. A execução seria uma retaliação por ele denunciar o caso.

Na segunda-feira, após denúncia sobre uma movimentação suspeita de veículos na propriedade, policiais militares de Sete Quedas foram ao local e encontraram a SUV da Toyota no pátio de uma residência. Os fardos de maconha ocupavam todo o interior do veículo.

A SW4 prata ostentava placas falsas do Paraguai, mas os policiais descobriram que o veículo tinha sido roubado em Toledo (PR). Como nenhum suspeito foi localizado, a camioneta foi apreendida e levada com a droga para a Delegacia de Polícia.

SW4 lotada de maconha, deixada em sítio; caseiro denunciou carga e foi assassinado (Foto: Divulgação)

Caseiro assassinado

Nesta terça-feira, um agente de saúde foi até a residência do sítio para visita de rotina, bateu palmas, mas o caseiro não atendeu. Pela janela, ele viu o homem sobre a cama com sinais visíveis de disparos de arma de fogo e comunicou a polícia.

Quando as equipes chegaram, descobriram que Reinaldo Pavão tinha sido assassinado com tiros na cabeça. Seis cápsulas deflagradas foram recolhidas no quarto. Um morador das redondezas relatou ter ouvido barulho de tiros na noite anterior, por volta de 22h.

Ao Campo Grande News, policiais que participam das investigações confirmam a suspeita de que Reinaldo Pavão foi assassinado por denunciar a presença do veículo com droga na propriedade.

Inicialmente não há indícios de envolvimento de outros moradores do local com o carregamento. Há a possibilidade de que os traficantes tenham usado o sítio apenas para guardar o veículo, antes de seguir viagem até o destino da entrega.


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