Editorias / ELEIÇÕES
Partidos miram 250 mil votos na briga acirrada por duas vagas de deputado federal
Investiga Ms Wendell Reis
A briga pelas oito vagas de deputado federal em Mato Grosso do Sul promete ser das mais fortes na eleição de outubro. Diferente de outras eleições, os candidatos considerados fortes se dividiram e a disputa pelas vagas promete ser ainda mais acirrada.
Com a mudança na legislação eleitoral, partidos menores ganharam chance de fazer um federal e a briga promete ser grande para siglas maiores conseguirem pelo menos duas vagas.
Nestes partidos com pré-candidatos com expectativa de boa votação, a meta é fazer pelo menos 250 mil votos, o que asseguraria, na aposta de lideranças partidárias, ao menos duas cadeiras: 170 mil no quociente e 80 mil na sobra.
A meta é almejada pelo PT e Republicanos, que planejam eleger dois deputados federais. O PT quer manter o resultado da última eleição, quando elegeu Camila Jara e Vander Loubet. Desta vez, Vander concorrerá ao Senado e o partido aposta em Marquinhos Trad, que se filiou ao PT, integrante da federação.
Quem também mira os 250 mil votos é o Republicanos. O partido não tinha deputados federais e na janela ganhou Beto Pereira e um grupo que promete surpreender. Além de Beto, são pré-candidatos o deputado Roberto Hashioka, vereadores Isa Marcondes e Neto Santos, além do ex-secretário do Estado, Jaime Verruck.
No PL e Federação União/PP a meta é mais ousada, com expectativa e fazerem três federais, mas a meta é muito difícil de ser alcançada. Para isso acontecer, eles precisam torcer para Republicanos e PT não atingirem os sonhados 250 mil votos e também para que partidos menores não alcancem votação boa.
Quem mais ameaça os chamados favoritos é o PSDB. O partido perdeu os três deputados federais na janela partidária, mas montou uma chapa com chances de eleger pelo menos um federal. A legenda contará com uma mudança na legislação eleitoral, que agora desobriga um partido de conseguir 80% do quociente para conquistar uma vaga.
Na última eleição, o quociente para deputado federal foi de 175.809 votos e só conquistaria o direito a concorrer na sobra os partidos que atingissem no mínimo 140 mil votos. Hoje, não é mais necessário. Com 100 mil votos, um partido já tem grandes chances de ficar com a última vaga.
Se estes partidos considerados pequenos ou médios atingirem os objetivos, PL e PP/União não conseguirão atingir a meta de elegerem três federais, o que pode fazer a Câmara renovar suas cadeiras. Na federação União/PP, por exemplo, são três federais (Dagoberto Nogueira, Luiz Ovando e Geraldo Resende) e a ex-deputada federal Rose Modesto brigando pelas vagas. É grande a chance de dois não conseguirem a reeleição, considerando o equilíbrio das chapas.
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