Editorias / VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Covardia Em Nome Da Fé: Pastor João Batista Machado Espanca Cunhada E Deixa Vítima Com Sequelas Graves Em Douradina (Video)
Redação Voz Dourados
A violência doméstica e de gênero faz mais uma vítima no Mato Grosso do Sul, desta vez sob o manto de uma liderança religiosa que deveria pregar a paz, mas escolheu a barbárie. O pastor da Igreja Evangélica Filadélfia, JOÃO BATISTA MACHADO, de 42 anos, é o protagonista de um ato de extrema covardia que resultou na hospitalização de sua cunhada, Danitiely Reis, de 39 anos.
O crime, que choca pela brutalidade e pela posição de destaque do agressor na comunidade, ocorreu na noite de domingo. Danitiely precisou ser transferida às pressas para a UPA de Dourados devido à gravidade das lesões.
A violência contra a mulher raramente começa física; ela escalona. Segundo relatos da vítima, o conflito teve início após JOÃO BATISTA MACHADO proferir ameaças por telefone contra os filhos de Danitiely. O pastor tentava camuflar a violência psicológica sob o pretexto de "brincadeiras" e "conselhos" sobre a criação das crianças.
Preocupados, Danitiely e seu companheiro, Márcio Machado — que é irmão do agressor —, foram até a residência do pastor para exigir satisfações. O que deveria ser uma conversa familiar transformou-se em uma sessão de espancamento covarde.
AGRESSÃO BRUTAL E SEQUELAS GRAVES
Durante a discussão, demonstrando total desprezo pela integridade física e moral da cunhada, o pastor JOÃO BATISTA MACHADO desferiu um forte soco no olho direito de Danitiely. O impacto foi tão violento que a vítima desmaiou no local. Não satisfeito em agredir a cunhada, o pastor também atacou o próprio irmão a socos e capacetadas, deixando-o gravemente ferido.
As imagens enviadas pela vítima à redação revelam o rastro da covardia: um rosto desfigurado e fortes lesões pelo corpo. O trauma físico evoluiu para um quadro ainda mais alarmante: além do tratamento para os ossos da face, Danitiely agora sofre com convulsões frequentes decorrentes das agressões sofridas.
A agressão covarde perpetrada por João Batista Machado destrói não apenas o corpo da vítima, mas a confiança de uma comunidade que vê no agressor uma figura de liderança. A violência contra a mulher é inadmissível, injustificável e deve ser punida com o máximo rigor da lei. Usar da força física para silenciar uma mulher é o reflexo mais nítido da fraqueza moral e do machismo estrutural.
O ataque só não tomou proporções ainda mais trágicas porque Márcio Machado, mesmo ferido, conseguiu conter o irmão agressor, o pastor JOÃO BATISTA MACHADO, e acionar o socorro médico e a Polícia Militar.
Quando a guarnição policial chegou à residência, o autor ainda estava no local. JOÃO BATISTA MACHADO foi detido em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para que as providências cabíveis fossem tomadas.
A Polícia Militar anexou fotos das lesões aparentes ao boletim de ocorrência, evidenciando o crime de lesão corporal. No hospital, Danitiely manifestou imediatamente o desejo de representar criminalmente contra o cunhado.
IGREJA PROMETE PROVIDÊNCIAS
Procurado, o pastor presidente da Igreja Filadélfia de Douradina afirmou que desconhecia o comportamento violento de JOÃO BATISTA MACHADO e garantiu que a instituição tomará todas as medidas necessárias diante do ocorrido.
A sociedade de Douradina e os defensores dos direitos das mulheres aguardam que a justiça seja feita de forma célere. Líderes religiosos não estão acima da lei, e a violência contra a mulher não pode — e não será — tolerada ou esquecida.
Comentários




