Enquanto Brasil reduz violência letal, Mato Grosso do Sul registra aumento de mortes violentas

Dourados informa Luiz Guilherme


Na contramão da tendência nacional, Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com aumento das chamadas “Mortes Violentas Intencionais”, principal indicador utilizado para medir a violência letal no país. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nesta quinta-feira (23/7).

Enquanto o Brasil registrou redução de 8,2% na taxa de MVI, alcançando 19,1 mortes por 100 mil habitantes, o menor índice desde 2012, MS apresentou alta de 4,9% nesse mesmo indicador, figurando entre os poucos estados brasileiros que tiveram crescimento da violência letal no período.

As Mortes Violentas Intencionais reúnem cinco tipos de ocorrências: homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, feminicídio e mortes decorrentes de intervenção policial. Juntas, essas modalidades formam o principal parâmetro utilizado para comparar a violência entre os estados brasileiros.

O levantamento mostra que o estado não apenas destoou da média nacional, como integrou um grupo reduzido de unidades da federação que registraram aumento nesse indicador entre 2024 e 2025. A maior alta foi observada no Rio Grande do Norte (19,6%), seguido por Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%) e Mato Grosso do Sul (4,9%).

Apesar desse crescimento no indicador geral, o comportamento dos diferentes tipos de crime não foi uniforme. Os dados do Anuário mostram, por exemplo, que os homicídios dolosos em Mato Grosso do Sul passaram de 454 para 486 casos, enquanto as mortes decorrentes de intervenção policial aumentaram de 67 para 75. Já os latrocínios caíram de 16 para 13 e as lesões corporais seguidas de morte passaram de um caso para nenhum.

No cenário nacional, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca que o país registrou 40.775 Mortes Violentas Intencionais em 2025, consolidando a menor taxa desde o início da série histórica recente. O próprio Anuário ressalta, porém, que nem todos os componentes desse indicador seguiram a mesma trajetória de queda, razão pela qual alguns estados apresentaram comportamento diferente da média brasileira.


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