Tribunal de Justiça nega liberdade a ex-deputado Neno Razuk, preso por crime organizado

Da Redação


A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou o pedido de habeas corpus e manteve a prisão preventiva do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk (PL). O relator do caso, desembargador Jonas Hass Silva Júnior, já havia rejeitado o pedido individualmente no mês anterior sem analisar o mérito. No julgamento colegiado realizado nesta quinta-feira (20), a sustentação oral apresentada pelo advogado Ricardo Souza Pereira não alterou o entendimento dos magistrados, que mantiveram a decisão.

Neno Razuk foi detido pela Polícia Federal no início de agosto, após passar um período foragido na Bolívia. A tentativa de localização do ex-parlamentar pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) teve início em 8 de julho, mas ele não foi encontrado nos endereços cadastrados. Diante do risco de fuga para o Paraguai ou Bolívia, o juiz José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, autorizou a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, culminando na prisão em território boliviano no dia 2 de agosto.

Condenação

O ex-deputado foi condenado a 16 anos de reclusão pelos crimes de integração de organização criminosa, roubo a mão armada e exploração do jogo do bicho, no âmbito da primeira fase da Operação Successione. A sentença proferida pelo juiz José Henrique Kaster Franco inviabilizou seus planos de disputar uma vaga para deputado federal no pleito deste ano.

As investigações apontam que Neno utilizou métodos violentos para dominar a exploração do jogo do bicho em Campo Grande após o enfraquecimento da família Name na Operação Omertà. O ex-parlamentar também é acusado de tentar expandir a rede de jogos ilegais para outros estados, incluindo Goiás.

Outros membros da família do ex-deputado também cumprem prisão desde 25 de novembro do ano passado, quando foi deflagrada a 4ª fase da Operação Successione. Estão detidos o pai, Roberto Razuk, e os irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk. Na época dessa fase da operação, o Gaeco optou por não requerer a prisão do então deputado estadual, prevendo que o pedido poderia ser revertido pela Assembleia Legislativa.


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