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Delegado e 7 investigadores são afastados após prisão na operação Infiltrados
Dourados informa Luiz Guilherme
A Corregedoria-Geral da PC (Polícia Civil) de Mato Grosso do Sul oficializou o afastamento compulsório de um delegado e sete investigadores presos preventivamente durante a operação Infiltrados, deflagrada nesta quinta-feira (24/9), em Campo Grande.
As portarias foram publicadas no DOE (Diário Oficial do Estado) nesta sexta-feira (25/9) e têm efeito retroativo a ontem, quando os mandados judiciais foram cumpridos.
Entre os afastados está o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, e os investigadores Douglas Tobias, Luiz Carlos de Souza, Marcos André Santos Chaves, Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Neverson Vieira de Araújo, Nilton César Sales dos Santos e Roberto Palmeira da Silva.
A operação foi conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil. As investigações apuram a suspeita de envolvimento de uma organização criminosa no desvio e na comercialização de drogas apreendidas em delegacias e depósitos oficiais.
As portarias determinam o recolhimento das carteiras funcionais, armas de fogo e demais bens pertencentes ao patrimônio público que estejam em posse dos servidores. Também foram suspensos imediatamente os logins e senhas de acesso aos sistemas de dados da Polícia Civil, como Sigo e Infoseg.
As férias que estavam programadas também foram canceladas enquanto durar a prisão dos investigados.
Os investigadores afastados estavam lotados em diferentes unidades da Polícia Civil, entre elas o GOI, Denar, 1ª Deam, Defurv, DHPP, Derf e Depac Centro.
Investigação começou em 2025
Segundo as informações divulgadas sobre a operação, as investigações começaram no final do ano passado, após suspeitas de que parte das drogas apreendidas em operações policiais estaria desaparecendo dos depósitos oficiais ou sendo substituída antes da incineração determinada pelas autoridades.
A Operação Infiltrados cumpriu 64 ordens judiciais: 24 prisões preventivas, duas temporárias e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
Durante as buscas, as equipes estiveram na casa do delegado Hoffman, mas ele não foi localizado naquele momento. No final da tarde de quinta-feira, ele se apresentou na Corregedoria da Polícia Civil.
Além das medidas judiciais, os servidores afastados responderão a processos administrativos disciplinares que poderão resultar em demissão do serviço público, independentemente do andamento das ações penais.
A pasta informou ainda que os servidores já eram monitorados e investigados internamente.
Entre os casos citados pela Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurnça Pública) está o do ex-policial Paulo Augusto Torres Galvão Florindo, conhecido como “Paraíba”, que foi demitido em agosto após ser preso por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de “muambas”.
Segundo a secretaria, ele chegou a ser absolvido pela Justiça Federal, mas também foi alvo da operação desta quinta-feira.
As suspeitas investigadas na operação ainda serão analisadas no curso das ações judiciais e dos procedimentos administrativos.
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