Editorias / DOURADOS
Com ações preventivas e campanhas, Dourados reduz os casos de Chikungunya
Da Redação
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, divulgou o Boletim Epidemiológico Arboviroses referente a 39ª Semana Epidemiológica, de 4 a 10 de outubro, e confirmou que que as notificações de casos suspeitos da doença despencaram, com 37 casos suspeitos registrados na última semana e apenas 9 confirmações para a doença. O município de Dourados segue em situação de emergência em saúde pública em razão da epidemia.
Nas últimas 10 semanas epidemiológicas foram notificados 461 casos suspeitos de Chikungunya em Dourados, com 115 confirmações da doença. A título de comparação, na Semana Epidemiológica 12, auge da epidemia em Dourados, foram registradas 1.216 notificações de Chikungunya, com 675 confirmações. Os números atuais mostram que a batalha contra a doença está sendo vencida, mas o vírus ainda continua circulando em Dourados, já que na Semana Epidemiológica 39 foram 37 notificações com 9 casos confirmados.
O Boletim Epidemiológico Arboviroses referente a 39ª Semana Epidemiológica aponta que até o momento, Dourados registrou 10.738 notificações de casos suspeitos de Chikungunya, com 5.412 casos descartados, 5.267 casos confirmados e 59 casos aguardando classificação. A taxa de positividade caiu para 49,32%, enquanto a taxa de ataque está em 2,02%, o que significa a circulação viral ativa no município. Na Reserva Indígena foram registradas 3.203 notificações de casos suspeitos de Chikungunya, com 882 casos descartados, 2.317 casos confirmados e 4 casos aguardando classificação.
Desde o surgimento da epidemia, foram registradas 19 mortes em razão de complicações pela Chikungunya, sendo que 11 óbitos foram de pacientes indígenas, residentes nas aldeias Bororó e Jaguapiru. O Boletim Epidemiológico Arboviroses referente a 39ª Semana Epidemiológica revela que a epidemia está controlada na Reserva Indígena, já que nas últimas 10 semanas foram notificados apenas 18 casos e com apenas 2 confirmações. O COE ressalta que a queda nas notiticações nas aldeias é resultado do trabalho coordenado pela Prefeitura de Dourados em parceria com o Ministério da Saúde, especialmente a Secretaria Especial de Saúde Indígena e o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) em Mato Grosso do Sul.
O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também é coordenador-geral do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, ressalta que apesar da queda nas notificações de casos suspeitos na rede pública de saúde, a situação em Dourados ainda é epidêmica. “Não podemos baixar a guarda para o mosquito Aedes aegypti porque ele é traiçoeiro e quando menos se espera está de volta trazendo agravamentos de casos e superlotação da rede hospitalar”, enfatiza o secretário. “Além disso, o tempo chuvoso é favorável para o surgimento de novos focos do mosquito e a população precisa seguir firme na missão de acabar com os pontos de água parada”, completa.
Márcio Figueiredo ressalta ainda que a queda no número de notificações é resultado do trabalho intenso realizado pelos agentes de combate a endemias, com visitas domiciliares, aplicação de multas e notificações. “A epidemia está recuando, mas precisamos manter a vigilância, acabando com pontos de água parada, principalmente no interior das residências, mantendo o quintal sempre limpo e evitando jogar ligo em locais impróprios”, completa Márcio Figueiredo.
Comentários




