Tereza e Rogério Marinho não chegam a acordo e sul-mato-grossense continua na briga pelo Senado

Investiga Ms Wendell Reis


A senadora Tereza Cristina (PP) deve ficar isolada, mas pode surgir como surpresa na briga pelo comando do Senado Federal. A Federação União Progressista anunciou apoio a Davi Alcolumbre, enquanto o PL deve anunciar Rogério Marinho (PL). Todavia, Tereza não anunciou a desistência.

Tereza continua costurando apoios e pode ser beneficiada pelo grupo que não quer Alcolumbre, pela proximidade com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas que também não vê Rogério Marinho como uma alternativa capaz de vencer o adversário.

A sul-mato-grossense surge como uma opção mais ao centro, capaz de atrair os votos do próprio PL, hoje com 29 senadores, e de outros partidos, incluindo o próprio PP. Guilherme Derrite (PP-SP), por exemplo, se recusa a votar em Alcolumbre.

Tereza e Rogério Marinho anunciaram, ainda na campanha, que não entrariam em disputa, mas devem adiar uma definição. Ao ser preterida pela União Progressista, na semana passada, a senadora sinalizou que não desistiria.

Tereza disse que a eleição da Presidência do Senado é decidida em fevereiro pelo voto livre, soberano e secreto, de cada um dos 81 senadores. Além disso, ressaltou que os 54 novos senadores eleitos sequer foram diplomados e têm todo o direito de expressar, no momento apropriado, sua vontade e dos eleitores que representam.

“Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina. Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo”.


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