Justiça mantém prisão de integrante de clã da fronteira acusado de tráfico internacional de cocaína

Da Redação


A Justiça Federal manteve, nesta quarta-feira (4), a prisão preventiva de Fahd Haidar, de 25 anos, integrante da família de Ponta Porã investigada na Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal do Brasil para apurar um esquema milionário de tráfico internacional de drogas e armas na fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia por videoconferência. Fahd é filho de Nasser Haidar, conhecido como, de 61 anos, que também é investigado e está foragido. A Justiça determinou que a Polícia Federal providencie exame de corpo de delito do jovem e apresente o laudo em até 48 horas.

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa atuava pelo menos desde 2018 e teria movimentado mais de R$ 500 milhões em dois anos. O grupo seria comandado por integrantes da família Haidar, com ramificações em diferentes estados e conexões com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o PGC (Primeiro Grupo Catarinense).

Entre os principais alvos estão os irmãos Adel Hassan Haidar, 54 anos, e Bassan Hassan Haidar, 60 anos, apontados como líderes do esquema e que estão presos. Já Nasser, irmão dos dois, continua sendo procurado pela Polícia Federal.

As investigações apontam que drogas e armas eram adquiridas na Bolívia, no Peru e no Paraguai para abastecer o mercado brasileiro. Parte dos entorpecentes também teria como destino países europeus, principalmente Espanha e Portugal.

A dimensão financeira da organização levou a Justiça a determinar medidas sobre aproximadamente 160 imóveis, mais de 150 veículos, além de bloqueios de até R$ 300 milhões em contas bancárias de investigados. A apuração também identificou suspeitas de envolvimento de policiais civis, militares e um policial rodoviário federal no fornecimento de informações sigilosas e na proteção das atividades criminosas.

A Operação Ifrit mobilizou equipes em Mato Grosso do Sul e outros seis estados, com o cumprimento de 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária.


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