Construção civil alavanca contratação em MS, mas serviços segue sendo setor mais forte

O jacaré Priscilla Peres


A expansão da Construção Civil fez Mato Grosso do Sul crescer 61% no saldo de trabalhadores formais em 2025, comparado a 2024. Foram 19.756 mil trabalhadores contratados formalmente no ano passado, contra 12,2 mil no ano anterior. O setor foi o que mais empregou ao longo do ano, muito influenciado pela construção de indústrias de celulose no interior do Estado.

Conforme os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), a construção civil teve saldo de 5,8 mil vagas de emprego formal em 2025, sendo o setor que mais contratou. Quando olhamos os dados municipais, só Inocência, onde está sendo construída a indústria de celulose da Arauco, gerou 2,4 mil empregos do setor.

O montante de vagas da construção civil ainda se dividem em 1.094 em Ribas do Rio Pardo, onde recentemente foi inaugurada a indústria de celulose da Suzano. E, Campo Grande, que concentra a maior população do Estado, gerou 908 empregos formais na construção civil.

Enquanto os números da construção civil impactam, mas variam conforme a sazonalidade das obras, outro setor se destaca pela solidez e o maior estoque de empregos formais de Mato Grosso do Sul. São mais de 158 mil empregados no setor de serviços no Estado.

O setor é considerado o mais forte do Estado e gerou 4,8 mil empregos em 2025, sendo 1,4 mil só em Campo Grande. Por outro lado, o comércio tem desacelerado, com geração de 3,2 mil empregos durante todo o ano passado. A indústria foi responsável por 4,5 mil empregos e a agropecuária com 1,2 mil empregos.

Ainda conforme os dados do Caged, a força de trabalho formal estadual é composta por homens jovens. Em 2025, o mercado formal contratou 11 mil homens e 8,7 mil mulheres e entre a faixa etária, 14 mil tem entre 18 e 24 anos e 915 trabalhadores entre 40 e 49 anos.


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