Pollon indica advogada e deputados como testemunhas para se livrar de suspensão

Investiga Ms Wendell Reis


O Conselho de Ética da Câmara retoma nesta terça-feira as oitivas dos processos disciplinares contra parlamentares que participaram de motim no plenário da Casa.

Os trabalhos serão reiniciados com depoimentos de indicados pelo deputado federal de Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL), que pode pegar uma suspensão de até 120 dias, somadas as denúncias por motim e ofensa ao presidente da Câmara.

Entre as testemunhas indicadas por Pollon estão a advogada Carolina Barreto Siebra e os deputados: Zucco (PL-RS); Paulo Bilynskyj(PL-SP); Maurício Marcon (PL-RS); Sargento Gonçalves (PL-RN); e Alberto Fraga (PL-DF).

Marcos Pollon responde a duas representações. Uma por impedir a realização da sessão, que pode gerar suspensão de 30 dias, e outra por declarações contra o presidente da Câmara, Hugo Mota, feitas em Campo Grande, durante um protesto.

“A anistia está na conta da p… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m″, declarou. Essa declaração pode fazê-lo ficar afastado do mandato por 90 dias. 

Na avaliação da defesa de Pollon, o julgamento está repleto de irregularidades e ineditismos. “Pela primeira vez, parlamentares são julgados de maneira coletiva e não individual. Todas as testemunhas apresentadas por Pollon foram impedidas de depor pelo relator. Pela primeira vez em décadas, o conselho de ética realizou sessões extraordinárias às quintas e sextas. As irregularidades foram tantas que o Conselho Federal da OAB passou a acompanhar o julgamento após denúncia do advogado de defesa de Marcos Pollon, Ricardo de Sequeira Martins. O advogado renunciou à defesa do parlamentar após denunciar que a comissão não estava assegurando condições mínimas para o exercício da advocacia”, justificou a assessoria do deputado.


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