Editorias / Campo Grande
Com prefeitura quebrada, 1,1 mil desempregados entram na fila a espera de emprego do PRIMT
O jacaré Priscilla Peres
Total de 1.098 pessoas se inscreveram no PRIMT (Programa de Inclusão no Mercado de Trabalho) neste início de 2026, sendo a grande maioria de mulheres. Mas a esperança de conseguir um emprego com bons benefícios e carga horária reduzida, pode nunca acontecer.
A prefeitura de Campo Grande promoveu em janeiro um mutirão de cadastro de pessoas no PRIMT, mas alega que a lista é para cadastro reserva. Ou seja, não há vagas abertas e nem previsão para contratação de pessoal, visto que o município enfrenta crise financeira.
A própria prefeita Adriane Lopes (PP) tem dito que deposita no pagamento do IPTU, com aumento abusivo de 396% a esperança de equilibrar as finanças do município. Mas o IPTU enfrenta ações judiciais e ainda corre o resto do aumento ser derrubado pelos vereadores, pressionados pela população.
PRIMT e orçamento apertado
No ano passado, a Funsat (Fundação Social do Trabalho) informou que o programa tinha orçamento de R$ 45,3 milhões. Em novembro, Adriane promoveu a demissão de 300 trabalhadores do PRIMT, reduzindo o número de contratados de 1,7 mil para 1,4 mil.
Além da demissão, a prefeita Adriane Lopes baixou o decreto proibindo a contratação de novos funcionários como parte dos esforços para reduzir o custeio da máquina municipal.
Mas o PRIMT se tornou esperança para muitas mulheres, principalmente as mães atípicas, visto que o programa oferece cotas para elas e carga horária reduzida. Uma chance dessas mulheres voltarem ao mercado de trabalho e aumentar o orçamento doméstico tão apertado.
O programa paga um salário mínimo, cesta básica e auxílio-transporte e é voltado para quem está desempregado há mais de 6 meses, tem entre 18 e 69 anos e está inscrito no CadÚnico.
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