R$ 1 milhão em canetas emagrecedoras é apreendido nos Correios de Campo Grande

Cerca de 800 canetas sem armazenamento e procedência foram apreendidos em ação conjunta

midia max Heloisa Duim, Layane Costa


Uma ação conjunta em Campo Grande retirou aproximadamente 800 remédios emagrecedores ilícitos de circulação entre segunda (2) e quarta-feira (4). Com três dias de operação, estima-se que o valor chegue a R$ 1 milhão em produtos.

A força-tarefa inclui Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Correios, CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia) e Vigilância Sanitária da SES/MS (Secretaria de Estado de Saúde). Na ocasião, a fiscalização encontrou canetas e ampolas de retatrutida e tizerpatida das marcas TG e Lipoless.

Conforme Matheus Pirolo, gerente do Sistema Estadual de Vigilância Sanitária, os medicamentos geram riscos e embalagens sofisticadas tendem a “ludibriar” o consumidor. “O Retatrutida não é reconhecido oficialmente em nenhum país do mundo e é vendido no mercado clandestino como se fosse originário de países sérios, como Alemanha ou Reino Unido, o que não é verdade”, destaca.

Assim, devido à origem duvidosa e ausência de qualquer controle sanitário ou rastreabilidade, TG e Lipoless não possuem reconhecimento de agências internacionais sérias. Além disso, já houve casos de consumidores afetados por efeitos adversos graves.

Riscos à saúde
Automedicação ou prescrições médicas ilegais proibidas pela Anvisa podem agravar riscos de insuficiência dos rins e câncer na tireoide ou no sistema endócrino. Deste modo, ressalta-se a importância das apreensões ocorrerem nesta semana, visto que o Dia Mundial de Combate ao Câncer ocorreu na quarta-feira (4).

Além disso, médicos e profissionais de saúde flagrados prescrevendo medicamentos proibidos pela Anvisa poderão passar pela cassação do seu registro junto ao CRM. Neste sentido, Pirolo destaca a necessidade de fiscalização devido aos riscos gerados à saúde das pessoas.

De acordo com o gerente, as apreensões seguirão nos Correios, mas também ocorrerão em transportadoras, aeroportos do Estado e rodovias federais e estaduais. A ação é coordenada tanto pelos órgãos fiscalizadores quanto de segurança pública.


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