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Ministério Público Federal move ação e Dourados realizará 89 cirurgias ortopédicas
Dourados Informa Luiz Guilherme
Após ação movida pelo MPF (Ministério Público Federal) contra o município de Dourados, o Mato Grosso do Sul e a União, com impacto direto para a população da macrorregião do Cone Sul, um acordo firmado com o poder público vai garantir a realização de 89 cirurgias ortopédicas eletivas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no HR (Hospital Regional) da maior cidade do interior do estado.
A solução foi viabilizada após a reestruturação dos serviços hospitalares públicos no fim de 2025, com a inauguração do Hospital Regional de Dourados, que passou a concentrar os atendimentos.
Antes, a rede pública de saúde realizava apenas cirurgias ortopédicas de emergência na cidade. A demora na realização de procedimentos eletivos mantinha trabalhadores afastados de suas atividades, gerando reflexos econômicos e previdenciários. Com a nova estrutura, a expectativa é atingir 181 cirurgias e procedimentos por mês.
“O antigo Hospital Regional de Cirurgias da Grande Dourados foi incorporado pelo Hospital Regional de Dourados, que agora centraliza a oferta de cirurgias ortopédicas de média e alta complexidade adulto e infantil”, explicou a magistrada. “Com a estruturação e a disponibilização de atendimentos e operações ortopédicas eletivas, resta atingido o objetivo principal da presente demanda”, afirma trecho da decisão da justiça federal.
A audiência de conciliação ocorreu de forma virtual no dia 5 de fevereiro de 2026 e a sentença foi publicada no dia 12 de fevereiro. Uma máquina de ressonância magnética será instalada em março, com previsão de funcionamento em abril.
Pelo acordo, o estado e o município deverão apresentar relatórios trimestrais detalhando o número de consultas, exames, cirurgias e demais procedimentos ortopédicos, além do fluxo de atendimentos. O prazo de envio começará a contar a partir da implementação total da unidade, prevista para julho de 2026, quando o hospital deverá operar com 100% da capacidade.
O acompanhamento judicial terá duração de um ano, até julho de 2027, período em que os documentos serão analisados pela Justiça Federal para verificar a estabilidade do serviço.
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