Vereador que se ausentou de votação contra reajuste do IPTU é denunciado no conselho de ética do partido

investiga ms wendell Reis


Chefe de gabinete do padrinho político considerou a decisão de “fugir” da votação vexatória  e com risco de ficar à margem da história do partido, especialmente por envergonhar a população.

O vereador Landmark Rios precisará explicar ao diretório do Partido dos Trabalhadores o porquê de ter se ausentado das votação e favorecido a derrubada do projeto que reduziria a cobrança do IPTU na Capital. 

 Curiosamente, a representação parte de Ido Luiz Michels, chefe de gabinete do deputado federal Vander Loubet (PT), que é presidente do partido e padrinho de Landmark. Na representação, ele ressalta que o vereador foi um dos sete parlamentares que se ausentaram da sessão na votação do veto, que acabou enterrando a possibilidade de reduzir o IPTU. 

“A ausência do Representado LANDMARK na sessão trouxe o gosto amargo que denota que os seus interesses políticos junto ao Poder Executivo são mais fortes e maiores do que a defesa da população que ele se comprometeu a defender enquanto pediu votos sob as marcas e o número de legenda de nosso partido”, justificou. 

Ildo classifica a ausência como vexatória e diz que Landmark não escreveu uma linha em seu canal de comunicação oficial na Câmara de vereadores para justificar sua ausência à votação quando o projeto foi apresentado.

 “No último dia 10/02/2026, os vereadores de Campo Grande apreciaram o veto da prefeita ao projeto de lei anteriormente aprovado, sendo que eram necessários 15 (quinze) votos para a derrubada do veto. Foram apenas 14 (quatorze) pela derrubada, sendo que o único voto que faltou poderia ter sido de autoria do representado LANDMARK, que, novamente, não participou da sessão tampouco da votação – que, tal qual a votação anterior, poderia ter sido feito pela internet”, declarou.

Ildo afirmou ainda que os colegas da Bancada do PT, Luíza Ribeiro e Jean Ferreira, não mediram esforços, via telefone, para que o Representado LANDMARK participasse da votação, a qual duraria pouquíssimos segundos, de forma remota, de modo a computar o seu voto na apreciação do Veto do Executivo ao Projeto de Lei Complementar 1.016/2026.

“No mesmo histórico dia em que o Partido dos Trabalhadores comemorou os seus 46 anos, fomos obrigados a acompanhar, atônitos e envergonhados, a falta de responsabilidade do Representado LANDMARK em não comparecer a importante votação de interesse do município e, simultaneamente, a falta de compromisso do Representado LANDMARK com a população, especialmente os mais carentes, prejudicando-os com o valor abusivo do IPTU 2026. O Representado LANDMARK, ao se omitir de maneira tão cruel e vexatória – como foram nas duas votações do Projeto de Lei Complementar 1.016/2026 –, está condenado a ficar à margem da história do partido, especialmente por envergonhar a população, notadamente a campo-grandense”, alegou.

Ildo diz ainda que a utilização do mandato eletivo parlamentar não se presta a nefastas práticas de submissão, de conluio ou de mera satisfação de interesses pessoais. Ele relata que o vereador indicou a própria mulher para ser homenageada no aniversário do Município. 

“O representado LANDMARK se ausentou – fugiu – das 2 (duas) votações em evidente conluio com a péssima gestão do Poder Executivo Municipal e ao custo da traição dos princípios partidários, de seus filiados e da população campo-grandense”, justificou.

Ildo solicita que o caso seja encaminhado à comissão de ética e disciplina, para que seja instaurado um inquérito contra o vereador.


Comentários