Editorias / IPTU
Pressionado no partido, vereador alega perseguição e não justifica ausência em votação
investiga ms wendell Reis
O vereador Landmark (PT) divulgou uma “nota de esclarecimento” após a reportagem divulgar que ele foi denunciado na comissão de ética do PT por se ausentar de votação contra o aumento do IPTU.
Na nota de esclarecimento, o vereador não justifica o porquê de ter se ausentado das duas votações contra o reajuste do IPTU e alega que tudo é uma tentaria de desgastar a imagem dele.
“Há, sim, uma tentativa clara de desgastar a minha imagem dentro do partido. Estão pegando um fato isolado dentro de toda a minha trajetória política para tentar arranhar a minha história e descredibilizar um mandato que sempre foi coerente, combativo e alinhado às pautas do PT”, alegou
O vereador afirma que a denúncia tem relação com o pedido eleitoral, porque aparece bem em pesquisas.
“Estamos às vésperas de um pleito importante. Não é segredo para ninguém que meu nome vem sendo ventilado para uma eventual pré-candidatura. Também não é segredo que, nas últimas pesquisas, tenho sido lembrado para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Em 2025, fui um dos parlamentares mais atuantes da Câmara Municipal de Campo Grande e o vereador que mais apresentou emendas ao orçamento, buscando recursos e melhorias concretas para a cidade”, afirmou.
O vereador afirma que sempre foi linha de frente na oposição ao Poder Executivo, defendeu abertura da caixa preta na saúde e de ar-condicionado no ônibus.
“Eu sigo tranquilo. Confio na minha trajetória, no meu mandato e na consciência de que sempre estive ao lado do povo de Campo Grande. Meu foco permanece onde sempre esteve: trabalhar, buscar soluções e honrar cada voto que recebi. O tempo e os fatos colocam cada coisa no seu lugar”, concluiu.
A nota foi publicada na rede social e recebeu diversos questionamentos sobre a ausência na votação do projeto para derrubar o reajuste e depois para barrar o veto ao projeto.
O caso
O vereador Landmark Rios precisará explicar ao diretório do Partido dos Trabalhadores o porquê de ter se ausentado das votação e favorecido a derrubada do projeto que reduziria a cobrança do IPTU na Capital.
Curiosamente, a representação parte de Ido Luiz Michels, chefe de gabinete do deputado federal Vander Loubet (PT), que é presidente do partido e padrinho de Landmark. Na representação, ele ressalta que o vereador foi um dos sete parlamentares que se ausentaram da sessão na votação do veto, que acabou enterrando a possibilidade de reduzir o IPTU.
“A ausência do Representado LANDMARK na sessão trouxe o gosto amargo que denota que os seus interesses políticos junto ao Poder Executivo são mais fortes e maiores do que a defesa da população que ele se comprometeu a defender enquanto pediu votos sob as marcas e o número de legenda de nosso partido”, justificou.
Ildo classifica a ausência como vexatória e diz que Landmark não escreveu uma linha em seu canal de comunicação oficial na Câmara de vereadores para justificar sua ausência à votação quando o projeto foi apresentado.
“No último dia 10/02/2026, os vereadores de Campo Grande apreciaram o veto da prefeita ao projeto de lei anteriormente aprovado, sendo que eram necessários 15 (quinze) votos para a derrubada do veto. Foram apenas 14 (quatorze) pela derrubada, sendo que o único voto que faltou poderia ter sido de autoria do representado LANDMARK, que, novamente, não participou da sessão tampouco da votação – que, tal qual a votação anterior, poderia ter sido feito pela internet”, declarou.
Ildo afirmou ainda que os colegas da Bancada do PT, Luíza Ribeiro e Jean Ferreira, não mediram esforços, via telefone, para que o Representado LANDMARK participasse da votação, a qual duraria pouquíssimos segundos, de forma remota, de modo a computar o seu voto na apreciação do Veto do Executivo ao Projeto de Lei Complementar 1.016/2026.
“No mesmo histórico dia em que o Partido dos Trabalhadores comemorou os seus 46 anos, fomos obrigados a acompanhar, atônitos e envergonhados, a falta de responsabilidade do Representado LANDMARK em não comparecer a importante votação de interesse do município e, simultaneamente, a falta de compromisso do Representado LANDMARK com a população, especialmente os mais carentes, prejudicando-os com o valor abusivo do IPTU 2026. O Representado LANDMARK, ao se omitir de maneira tão cruel e vexatória – como foram nas duas votações do Projeto de Lei Complementar 1.016/2026 –, está condenado a ficar à margem da história do partido, especialmente por envergonhar a população, notadamente a campo-grandense”, criticou.
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