Ex-prefeito e ex-secretários estão na lista de alvos de operação do Gaeco em Coronel Sapucaia

Da Redação


O ex-prefeito de Coronel Sapucaia, Rudi Paetzold (MDB), a filha dele e ex-secretária Municipal de Gestão e Administração, Adriane Paetzold foram alvos da Operação Mão Dupla, deflagrada ontem pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Outras 11 pessoas são investigadas. O grupo é suspeito de envolvimento em esquema de fraude em licitações e contratos públicos para desvio de dinheiro público.

Os 23 mandados de busca e apreensão, as 13 medidas cautelares, entre elas a proibição de acesso à administração municipal, o impedimento de contato entre os investigados e o uso de tornozeleira eletrônica, foram cumpridos em Coronel Sapucaia, Ponta Porã, Amambai e Caarapó.

A Justiça ainda autorizou ainda dois mandados de busca pessoal na casa de envolvidos e determinou a suspensão do exercício de função pública de dois dos investigados.

A ação de ontem é a segunda fase da Operação Pretense, conduzida pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), com autorização do Tribunal de Justiça.

Os demais alvos dos mandados foram:

Adriel Celant Espindola (piloto de velocross)

José Rosan Espindola de Espindola (empresa Espíndola Transportes)

Alan Douglas Maciel (arquiteto e dono de construtora alvo da Pretense)

Kariony Celant Espíndola (arquiteta)

André de Assis Voginski (pregoeiro oficial do município)

Aparecida Janaina Lima Cavalcante (fiscal de contratos da gestão anterior)

Celso Ricardo Maciel Ferreira (ex-secretário de Infraestrutura)

Gislene Aparecida Micuinha Farias (servidora da prefeitura)

Jonathan Cavalheri (assessor especial de Rudi)

Karin Zarate Araújo (servidora que era da comissão permanente de licitação)

Willian dos Santos Barbosa (engenheiro concursado da prefeitura).

O Gaeco não divulgou balanço da operação, mas fotos dos locais das buscas mostram pilhas de dinheiro em espécie apreendido em poder dos investigados. A investigação apura fraude em processos licitatórios, peculato, corrupção passiva e pagamentos irregulares em contratos públicos, envolvendo agentes políticos, secretários e servidores municipais.


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