Motociclista preso por importunação volta a ser detido por violência sexual em MT

Folha de Dourados


Um motociclista de aplicativo que já havia sido preso em Campo Grande (MS) pelo crime de importunação sexual em 2023 foi detido novamente, no último dia 27 de julho, desta vez na cidade de Rondonópolis, a 212 km de Cuiabá. Ele é suspeito de violentar sexualmente uma adolescente de 16 anos durante uma falsa corrida.

De acordo com as apurações, o homem, que frequentava uma igreja na capital sul-mato-grossense, mudou-se para Mato Grosso poucos dias após deixar o estado vizinho e estava hospedado na casa de membros da mesma congregação.

O crime em Rondonópolis

Segundo o boletim de ocorrência divulgado pela Polícia Militar, a vítima havia acabado de realizar uma entrega nos Correios e perdeu o ônibus. O homem se aproximou, apresentou-se como motorista de aplicativo e insistiu para levá-la até o destino.

Durante o trajeto, em vez de seguir a rota correta, o suspeito começou a circular por diversas ruas da cidade e fez paradas involuntárias, mantendo a jovem retida contra a sua vontade. A adolescente relatou ter sofrido violência sexual ao longo do percurso, sendo libertada apenas nas proximidades de um shopping local.

Antes de descer do veículo, a jovem conseguiu filmar discretamente o suspeito e a motocicleta. Com posse das imagens, a Polícia Militar localizou o homem em um estabelecimento comercial. Ele foi reconhecido pela vítima e preso em flagrante. A moto utilizada na ação também foi apreendida.

Reincidência e histórico em MS

Esta não é a primeira vez que o investigado enfrenta acusações dessa natureza. Em 17 de junho de 2023, ele foi alvo de uma investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Campo Grande.

Na ocasião, uma universitária solicitou uma corrida até o campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Durante o caminho, o condutor pediu que a passageira segurasse seu órgão genital e expôs suas partes íntimas. A vítima denunciou o caso e forneceu o número de telefone usado na transferência via Pix, o que permitiu à Polícia Civil identificar e prender o autor em julho daquele ano.

O novo caso agora é investigado pela Polícia Civil de Rondonópolis, que trabalha para esclarecer todas as circunstâncias da violência sofrida pela adolescente


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